terça-feira, 29 de maio de 2012

1984


Nineteen Eighty-Four (1984) retrata o cotidiano de um regime político totalitário e repressivo no ano homônimo. No livro, Orwell mostra como uma sociedade oligárquica coletivista é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela. A história narrada é a de Winston Smith, um homem com uma vida aparentemente insignificante, que recebe a tarefa de perpetuar a propaganda do regime através da falsificação de documentos públicos e da literatura a fim de que o governo sempre esteja correto no que faz. Smith fica cada vez mais desiludido com sua existência miserável e assim começa uma rebelião contra o sistema.

O romance se tornou famoso por seu retrato da difusa fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos, além da crescente invasão sobre os direitos do indivíduo. Desde sua publicação, muitos de seus termos e conceitos, como "Big Brother", "duplipensar" e "Novilíngua" entraram no vernáculo popular. 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Empresa Burla Portugueses na Alemanha

Chegou-nos esta carta e como não podia deixar de ser teriamos de a partilhar com todos, pois é um abuso aos direitos dos trabalhadores.


EMPRESA        Antunes & Durães, Lda.  BURLA PORTUGUESES

Cerca de trinta trabalhadores, residentes em Braga, acusam a Empresa Antunes & Duraes, Lda., de os ter enganado  quando foram contratados para trabalhar no estrangeiro (Alemanha ).
Partiram com a promessa de um salário chorudo (70 euros/dia mais 60 euros ao fim de semana para alimentação), mas quando lá chegaram, constataram que as condições eram outras.

Só lhes é dado 50 euros/dia, na qual tem de comer e beber com o seu proprio.
Não tenhem condições de alojamento,  contratados para trabalharem 8 horas por dia, mas são obrigados a trabalhar 12 horas, na qual as horas extras não são pagas.
Muitos dos portugueses estão lá descontentes e com  dificuldades, sem dinheiro para comer.
Alguns deles já regressaram a protugal sem emprego e dinheiro.

Avisamos a todos que forem contactados pela empresa “Antunes & Durães, Lda.
para trabalhar no Estrangeiro não aceitem porque irão ser burlados.

Nº de Matrícula/NIPC: 508564913
Firma: ANTUNES & DURÃES - PARQUES INFANTIS LDA
Natureza Jurídica: SOCIEDADE POR QUOTAS
Sede: RUA DAS SETE FONTES, LOTE 14
Distrito: Braga Concelho: Braga Freguesia: Braga (São Vítor)
4710 - 349 BRAGA
GERÊNCIA:

Nome/Firma: MANUEL NUNO DA CUNHA ANTUNES
NIF/NIPC: 131936603
Cargo: Gerente

Nome/Firma: MAXIMINO JOSÉ DURÃES FERREIRA
NIF/NIPC: 199551847
Cargo: Gerente

terça-feira, 8 de maio de 2012

O dinheiro à grande e à portuguesa


O “Documentário AURORA”, que conta já com *20 mil visualizações no Youtube*, tem como objetivo principal esclarecer da forma mais sucinta e abrangente possível o paradigma da sociedade contemporânea portuguesa. Os temas abordados parecem diversos à primeira vista, como o ‘sistema monetário’ ou a ‘energia’, mas complementam-se de forma a apresentar uma visão holística da situação atual. Dividido em capítulos, com uma duração não superior a trinta minutos, baseia-se na apresentação de factos suscetíveis de causarem uma tomada de consciência e na apresentação de possíveis soluções que corrijam os diferentes defeitos intrínsecos do sistema vigente.

O primeiro capítulo desta série documental foi lançado no passado dia 5 de dezembro e é intitulado de “O dinheiro à grande e à Portuguesa”. Neste primeiro capítulo é explicado o paradigma económico do sistema monetário na sua essência. A partir deste ponto, o espetador entenderá como as políticas monetárias atuais estão, à partida, condenadas ao fracasso. Esperar que “a mão invisível” dos mercados corrija os problemas que por ela foram criados é contraditório. O povo diz que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os problemas”, e enquanto não interiorizarmos esta realidade, não nos será possível evoluir pacificamente para um novo paradigma.


Vivemos atualmente uma das piores crises financeiras das últimas décadas. Esta crise, já intitulada por muitos como a “Grande recessão”, foi precipitada pela falência do banco *Lehman Brothers* dos Estados Unidos da América, em 2008. A Islândia foi o primeiro país a declarar bancarrota, o que levou a comunidade internacional a perceber que nenhuma instituição, independentemente do seu tipo, é grande demais para fracassar.


Todos nós ouvimos, quase diariamente, falar da crise da dívida portuguesa que precipitou a intervenção da ‘troika’, da crise da moeda única, das revoltas e tumultos sociais. A falta de informação clara e inequívoca pelos meios de comunicação sobre a essência destes acontecimentos, tornou necessário que um grupo de portugueses se unisse, e, trabalhando em conjunto, desse início ao projeto intitulado “Documentário AURORA”.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

13 de Maio @ Vila Nova de Gaia - Walkanimal


"Durante o ano passado, a Nowashow organizou 3 caminhadas com o objetivo de reunir fundos para associações de proteção animal, passando por Vila Nova de Gaia (19 de Junho), Lisboa (24 de Julho) e Faro (14 de Agosto). Com o objetivo de ampliar o efeito do ano passado e continuar a apoiar as associações que têm como missão o bem estar animal, será organizada a 4ª caminhada por esta mesma causa.De novo em Vila Nova de Gaia, a 13 de Maio, pelas 10 horas junto ao Cabedelo (no local do recinto do Festival Marés Vivas) acontecerá o primeiro Walk Animal deste ano."

sábado, 5 de maio de 2012

Novidades da Primavera Global PT

25 de Abril
A Primavera Global PT integrou com uma faixa a Manifestação de 25 de Abril em Lisboa. Nesta manifestação foram apresentados, pela primeira vez, os cartazes e efectuada uma recolha de fundos para a sua impressão. Obrigada a todos os que contribuíram. Graças aos vossos contributos, 4000 já estão impressos e começaram a ser colados! E a faixa da Primavera Global PT ficou exposta, no Largo de S. Domingos ao longo de todos os 5 dias subsequentes!

1º de Maio
A Primavera Global PT esteve presente junto dos trabalhadores para assinalar e reforçar a sua luta. Alguns elementos aproveitaram também a ocasião para divulgar o Protesto Internacional de 12-15M. Mais de 3000 panfletos foram distribuidos na Almirante Reis. Dezenas de cartazes espalhados na véspera por toda a Baixa Pombalina amplificaram ainda mais a divulgação. No final fez-se uma Flashmob. Divulgaremos fotos assim que disponíveis.

As colagens já começaram
As colagens de cartazes já começaram! São 4000, a 4 cores, um design espectacular. Na noite de 30 Abril para 1 de Maio, duas equipas espalharam cartazes ao longo da Almirante Reis e Baixa Pombalina. Esta noite, amanhã e no próximo fim de semana as colagens continuam. Almada, Benfica, Queluz, Ajuda, Algés, Cidade Universitária, entre muitos outros sitios serão amplamente pintados de tons de Indignação e Mudança.

Novo Canal Primaveral Global PT no YouTube

Abrimos um Canal YouTube! Um primeiro vídeo promocional já está disponível (http://youtu.be/F7GR3eqid3w). Ajudem a tornar viral este vídeo. E enviem-nos os vossos vídeos paraprimaveraglobal2012@gmail.com.

Dinamização do Facebook


Já somos mais de 700 na comunidade PrimaveraGlobalPt e mais de 2 400 na comunidade Primavera Global Pt - Rendez Vous. A Manifestação de 12M já tem cerca de 800 "confirmações" (e 17 000 convidados) e os eventos 12-15M no Parque Eduardo VII contam já com 350 "confirmações" (e 13 000 convidados). O facebook é extremamente importante para a visibilidade mediática da Manifestação de 12M e para a dinamização de todos os eventos 12-15M. É importante que todos dinamizem este espaço, convidando os seus amigos a visitá-lo e informar-se sobre a Primavera Global PT. 

Site Primavera Global PT já está disponível

Já está disponível online a proposta de site - www.primaveraglobalpt.info. Foi concebida para albergar noticias de eventos de todo o País. Contactem-nos através doprimaveraglobal2012@gmail.com para divulgarem as vossas actividades neste site.

Divulga a Primavera Global
Dinamiza o Facebook: Convida todos os teus amigos para os eventos 12M-15M.
Colabora nas Panfletagens: Imprime folhetos e distribui nos centros de emprego, hospitais, escolas, estações de transportes perto de ti
Ajuda a colar Cartazes: contacta-nos, há várias colagens agendadas, uma delas perto de ti.
Mostra a tua Indignação: Faz o teu cartaz e traz a tua família e amigos para a Manifestação 12M, Divulga notícias de actualidade no Facebook e relaciona-as com o 12-15M
Cria Mudança: Organiza uma actividade entre 12-15M no Parque Eduardo VII (workshop, debate, teatro, música, ou outra acção de sensibilização)
Organiza o 12M-15M na tua cidade: Contacta-nos para tentarmos encontrar outros companheiros próximos de ti para te ajudarem.

Divulgação da 2ª sessão de "Erguer a Voz"

Olá a tod@s. Agradecemos a divulgação da segunda sessão de "Erguer a Voz" em torno do tema "Dignidade", às 17h00 do próximo sábado, 5 de Maio, na sede da AJA-Norte.
Obrigado. Apareçam!
Abraços maiores.
Sapato 43 e Terra Viva
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BREVE DESCRIÇÃO
"Erguer a Voz" é uma parceria entre as associações Terra Viva! Sapato 43, no âmbito do projecto Amigos Maiores que o Pensamento.
O projecto Erguer a voz irá desenvolver-se até Setembro de 2012 e será finalizado por uma exposição agendada para Dezembro de 2012. A exposição consistirá numa montagem de
    todas as vozes e outros registos de cada uma das sessões temáticas (Resistências, Dignidade, Coragem, Liberdade) que serão realizadas em vários locais da cidade do Porto.
 
FINALIDADE
Erguer a Voz pretende dar voz às pessoas tendo em conta as actuais e prementes preocupações do quotidiano, aliando momentos de convívio solidário através da poesia e da música de intervenção.
A voz dos participantes será triplamente valorizada:
- Primeiro, no momento de partilha durante as sessões temáticas.
- Segundo, pela participação nas gravações.
- Terceiro, numa exposição sonora envolvendo outros registos e outros participantes e  objectos. 
O objectivo de Erguer a voz é relembrar a importância das nossas vozes de onde emanam as nossas individualidades, os nossos desejos e sensibilidades e reafirmar o seu poder.

COMO PARTICIPAR

1- Enviar um e-mail para se inscrever*, até às 15h00 do dia 5 de Maio, para sapato43.ac@gmail.com
2- Escolher/escrever/trazer o(s) poema(s), o(s) texto(s) ou a(s) canção/canções que irá partilhar, ler ou cantar (individualmente ou em conjunto), em torno do tema "DIGNIDADE".
Para dar uma ajuda e se inspirar, pode descarregar em formato pdf, no site do Sapato 43 as sugestões de poemas/textos dentro desta temática.
3- Antes de iniciar a sessão, preencher e assinar um formulário onde autoriza/não autoriza os diferentes tipos de registo (áudio e/ou fotográfico)

*A necessidade de confirmar a participação através da inscrição prende-se com a capacidade de acolhimento do espaço.

  Mais informações no site do Sapato 43
 
Tema e data das próximas sessões na AJA-Norte:
 
- "Coragem", sexta-feira, 1 de Junho, 21h00
- "Liberdade", sexta-feira, 8 de Junho, 21h00


--
Sapato 43Associação Cultural para a Construção do Conhecimento pela Arte
Rua do Monte da Lapa 76
Tm: 91 348 88 08
Mail: sapato43.ac@gmail.com
Site: http://sapato43.zxq.net/

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Conta a tua história

Visita!

http://anonptdebates.blogspot.pt/p/conta-tua-historia.html

Carta aberta a Helena Roseta, Vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Lisboa


No dia 25 de Abril, em solidariedade com a Es.col.A da Fontinha no Porto, um grupo de 50 pessoas decidiu ocupar um prédio devoluto na Rua de São Lázaro, em Lisboa.

Num primeiro momento tratou-se de um gesto de solidariedade e de recusa face à prepotência autoritária e à arrogância ilimitada de um presidente de Câmara. Mas após algumas horas no interior do edifício, pareceu-nos que permanecer ali, juntos, construir outra ilha de autonomia e de resistência é a possibilidade mais lógica nestes tempos em que procura impor-se em Portugal e na Europa um regime de miséria, de bastonada e de ataque brutal às nossas vidas. Decidimos, em assembleia e por unanimidade, ficar e responder ao apelo que nos chegou dos amigos da Es.Col.A da Fontinha: criar réplicas!

Nesse mesmo dia à noite recebemos a visita da Polícia Municipal, que identificou as pessoas no interior do edifício e nos informou (depois de confirmar hierarquicamente as suas ordens) que seríamos notificados para abandonar o prédio num prazo de 10 dias.

No dia seguinte a imprensa apressou-se a noticiar a nossa acção e a reacção da CML, na voz da sua vereadora da Habitação, que se opôs à ocupação. Helena Roseta adianta que «há várias formas de demonstrar solidariedade, sem ser a de por um pé em cima dos direitos dos outros». A vereadora da habitação procura desacreditar o colectivo enquanto tenta descalçar a bota que é a impossibilidade lógica de se ser simultaneamente solidário com a ocupação da Es.Col.A no Porto e repressivo com um projecto idêntico em Lisboa. Sem nunca explicar que “direitos” e que “outros” são esses que pisamos com esta ocupação, deixa apenas no ar a impressão que a única coisa que estamos a pisar realmente são as contradições da vereadora. Esta carta é, por isso, um exercício de esclarecimento e de memória em três pontos.


1.
Somos habitantes da cidade de Lisboa que assistem, pensam e criticam há vários anos o modelo de revalorização a que têm sido sujeitos os bairros da cidade. Somos aqueles que vivem na pele o resultado da política de abandono selvagem do centro de Lisboa por parte dos seus maiores proprietários – curiosamente, a Câmara e a Santa Casa da Misericórdia. Um abandono sistemático e programado com consequências criminosas para quem aqui vive, como a manutenção de rendas impossíveis, a impossibilidade de independência dos mais jovens, a retenção e especulação que alimentam e inflacionam o mercado imobiliário dos grandes grupos económicos (veja-se o que aconteceu no Bairro Alto, no Príncipe Real, no Oriente, no Cais do Sodré, em Alfama). Somos nós a diversidade étnica e cultural de que falam nos vossos programas, como agora no AiMouraria. E sabemos bem para que serve o vosso “multiculturalismo”: uma simples estratégia de marketing para esterilizar as nossas ruas e vender mais caro as nossas casas. É a nós que se referem quando numa vossa página de reabilitação urbana anunciam “levar a cultura a quem não tem cultura”. Por isso compreendemos que não vos dê jeito nenhum que nos organizemos para utilizar os espaços que vocês fazem questão de deixar apodrecer. Para aí organizarmos os nossos concertos, projectarmos os nossos filmes, debater as nossas ideias, aprender e ensinar as técnicas que nos permitam adquirir mais conhecimento para conquistar mais liberdade.


2.
Lembramos que o actual executivo da CML, e em particular a equipa do pelouro da Habitação, chefiada pela arquitecta Helena Roseta fez um longo percurso antes de assumir as suas funções actuais, cavalgando um tal artigo 65º da constituição, que diz o seguinte: “Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”. No seu programa eleitoral apregoou o direito à habitação e denunciou as políticas de degradação e abandono do parque habitacional. Por isso sabe bem de que matéria estamos a falar. E quantos de nós se reviram nesse discurso? Quantos de nós começamos só agora a perceber que os assuntos da nossa vida colectiva, a organização das nossas necessidades, enquanto comunidade, terão que ser geridos por nós mesmos, organizados de forma horizontal, autónoma, directa e igualitária? Surpresa das surpresas, a vereadora Helena Roseta, após ter esquecido tudo o que disse até ao dia da sua eleição, vem agora opor-se à ocupação e revitalização de um prédio abandonado. Enquanto o parque habitacional da Câmara continua a cair de podre e o mercado imobiliário especulativo continua a ditar as regras da vida na cidade.

Mas qual não foi o nosso espanto ao descobrir, que enquanto alguns membros da sua equipa mostravam publicamente o seu apoio ao projecto Es.Col.A, a vereadora da Habitação da CML fez passar apressadamente um despacho no dia 16 de Abril deste ano (apenas 3 dias depois de terminar o prazo para o despejo na Fontinha), que visa reduzir de 90 para apenas 10 dias o prazo máximo (após notificação policial) de permanência de ocupantes em edifícios abandonados pela CML. Curiosa coincidência de datas ou pura matreirice?


3.
Há cerca de um ano e meio, no dia 24 de Novembro de 2010, dia de greve geral, alguns de nós ocuparam este mesmo prédio e distribuíram sopa grátis pelos grevistas, na tentativa de prolongar esse momento de união, de reflexão e de luta. Algumas horas depois a Polícia Municipal chegava para despejar com ameaças de violência o projecto de utilização do espaço, sem qualquer tentativa de cumprir os trâmites legais para o despejo. Da parte da CML o silêncio e a declaração lacónica da vereadora Helena Roseta de que não negociava com "ocupas". Mais de um ano e meio depois o que aconteceu? As janelas foram deixadas abertas para que a chuva pudesse apodrecer parte do soalho dos andares de cima, os pombos invadiram o prédio e tornaram-se os seus únicos e corrosivos habitantes. Do projecto que a Câmara alegava ter para o local não se viu nem uma sombra. Hoje, uma semana apenas após a ocupação, o prédio da rua S. Lázaro já recebeu centenas de pessoas, que por lá passaram, por lá comeram e por lá conversaram. Num único fim-de-semana de vida, já ali aconteceram vários concertos, jantares, debates. A gestão da casa, os seus objectivos e actividades são desenhados através de uma assembleia diária aberta em que várias dezenas de pessoas já participaram.

O processo de construção deste projecto ainda agora começou mas já envolve diariamente mais de uma centena de pessoas que decidiram tomar em mãos os assuntos da sua comunidade, que se organizam horizontalmente para auto-gerirem as suas necessidades e os seus desejos. Acreditamos que a única alternativa à vida de miséria que o capitalismo nos propõe é a deserção da economia. A criação de espaços e tempos de autonomia para que cada vez mais esferas da nossa vida possam acontecer fora da lógica do mercado, do dinheiro ou do Estado.


Assembleia do prédio ocupado na Rua de São Lázaro
1 de Maio de 2012

in http://saolazaro94.blogspot.pt/2012/05/carta-aberta-helena-roseta-vereadora-da.html

Estudantes de Filosofia lançam manifesto para podermos pensar "as crises"



"Esta é uma carta aberta aos jovens portugueses. Nós, membros do núcleo de filosofia da Universidade da Beira Interior, Sexto Empírico, decidimos escrever este manifesto porque acreditamos na Filosofia como uma ferramenta para mudar a realidade em que hoje vivemos.

Contrariamos a ideia de que a Filosofia é uma disciplina para velhos, assim como a noção popular de que esta disciplina é feita apenas de teoria. No fundo, o que tem feito do núcleo de filosofia, Sexto Empírico, uma entidade viva e constantemente rejuvenescida, é a permanente negação, nem sempre pacífica, deste mesmo imaginário.

Defendemos pois que é em tempos como o que atravessamos hoje, no meio de todas estas crises (porque não há só uma crise!) e da inexistência de uma saída razoável, que a filosofia pode dar o seu crucial contributo, como sempre o deu ao longo destes tempos mais confusos, de modo a que, finalmente, possamos ver nem que seja uma “ténue luz ao fundo do túnel”.

Esta carta aberta está redigida em forma de provocação. Julgamos que coloca as questões certas, mas que ainda ninguém, ou poucos, teve a ousadia, o atrevimento, para as tornar públicas, quando a ousadia deveria, precisamente, ser apanágio de toda a forma de pensamento que se quer profundo e em conformidade com a prática.

Assim, este é o nosso contributo, de um núcleo universitário duplamente marginal. Marginal porque brota de um orgulho genuíno em pertencermos à mais novíssima geração de filósofos. Marginal porque emerge longe dos grandes centros urbanos de Portugal, numa pequena cidade do interior, na Beira Interior. "

in http://p3.publico.pt/actualidade/educacao/2558/estudantes-de-filosofia-lancam-manifesto-para-podermos-pensar-quotas-crise

Entretanto não se esqueçam, 3,4 e 5 de Maio Congresso Internacional Marx


Projecto "Amigos Maiores que o Pensamento"


Olá, boa tarde!

Gostaria de poder contar com a tua presença na inauguração da exposição do artista plástico Carlos dos Reis, A Preto e Branco, no dia 4 de Maio, às 21.30h, na Galeria Porto Oriental, cujo convite anexo.

Carlos dos Reis expõe individualmente, no país e no estrangeiro, desde 1971, e participa em exposições colectivas desde 1964.

(…) Carlos dos Reis fez deste preto e branco o espaço privilegiado do
desassossego e do confronto consigo próprio; o espaço que não admite
distracções sensoriais, como as vindas da cor; ou distracções
intelectuais como as da representação e da aparência da figura. (…)
               Laura Castro, in Catálogo da Exposição A Preto e Branco de Carlos dos Reis                  

A Exposição A Preto e Branco ficará patente até ao dia 30 de Junho.


Ana Maria Abrantes