Nós somos Anonymous, e estamos do lado do
povo português, que se vê obrigado nestes últimos tempos a passar por
dificuldades económicas, devido a uma política de austeridade que lhe é
imposta pelo Governo. Vemos famílias inteiras sem emprego, crianças a
passar fome, idosos a prescindir de cuidados de saúde e grande parte da
população a entrar em declínio financeiro e extrema pobreza. Mas desta
vez, voltamo-nos para a problemática das empresas energéticas, que
obrigam os consumidores com já quase nenhum poder de compra a pagar
preços demasiado elevados, quando os custos de produção dessas mesmas
energias se mantêm inalterados.
Como forma de protesto, todas as empresas do mercado
energético português serão alvo: EDP, Endesa, GALP Energia, BP, Repsol,
EDP Energias Renováveis, Águas de Portugal, SMAS, etc-
Os Anonymous irão mover-se contra estas empresas, em
prol do povo português que é o único que sofre com estes aumentos que
em nada correspondem aos verdadeiros custos de produção.
Olá Portugal. Nós somos anónimos.
Lançamos este ataque aos sites das principais centrais sindicais
portuguesas para mostrar o nosso descontentamento acerca do trabalho
feito por esta comissões de gente que está bem na vida e que não se
preocupa minimamente com as condições de vida e de trabalho dos
trabalhadores de todos os sectores laborais.
O Homem chegou mais longe do que os outros
animais graças ao trabalho. É o trabalho, a principal actividade humana.
Sem o trabalho do Homem, as riquezas naturais não servem senão à
continuidade da própria natureza. Sem o trabalho dos operários, as
fábricas não teriam sido construídas e os produtos que hoje nos são tão
úteis e necessários, não seriam fabricados. Sem o trabalho dos
camponeses, a terra daria apenas os frutos que o vento semeasse e não
haveria o trigo para fazer o pão nosso do dia a dia. Sem o trabalho dos
pescadores, do mar não viriam os peixes tão necessários à alimentação
humana. Sem o trabalho dos mineiros, ficaria o sub-solo com as imensas
riquezas naturais, os combustíveis e o ferro.
É sobre o trabalho dos operários, dos
camponeses, dos pescadores, dos mineiros e de outros tantos, que assenta
a sociedade humana mas é destes que a miséria, a falta de condições e
de dignidade, e a fome se tornam fiéis companheiras.
"Lutar ao lado de todas as organizações
sindicais democráticas, nacionais ou estrangeiras, pela emancipação dos
trabalhadores e contra as formas de totalitarismo e agressão e
manifestar toda a solidariedade para com os trabalhadores privados dos
seus direitos por regimes opressores." (in
http://www.ugt.pt/site/index.php?option=com_content&view=article&id=1&Itemid=3)
Os sindicatos dizem isto e repetem vezes sem conta. Mas a realidade é
que, todos os trabalhadores estão ao abandono por parte dos sindicatos
que se governam com o dinheiro daqueles que dizem defender. As caras
sindicalistas que surgem na televisão, aproveitam as inciativas
promovidas por plataformas cívicas apartidárias e sem qualquer ligação
sindical, para elevar o nome das suas centrais e os seus nomes próprios,
fazendo crer que o povo se move atrás destes. Por mais que disfarcem e
que distorçam a realidade nas televisões, nas rádios e nos jornais, o
facto é que o povo está a acordar e a pensar cada vez mais por si.
Com tudo isto, assinalaremos este dia do
trabalhador (01/05/2013) com um pequeno protesto a fim de acordar mais
aqueles que mensalmente pagam uma percentagem aos sindicatos
representados nos seus locais de trabalho, por gente que apenas quer boa
vida à conta dos demais. Iremos bloquear o acesso às paginas da
internet das principais centrais sindicais de portugal. A cgtp
http://www.cgtp.pt e a ugt http://www.ugt.pt
A todos os trabalhadores. A todos os
desempregados. A todos os portugueses. Deixamos aqui o nosso sinal de
solidariedade para com quem, graças aos banqueiros e as famosas famílias
"de" Portugal, não vive uma vida digna, livre e feliz e acreditamos que
todos juntos iremos conseguir derrotar toda esta falsa democracia que
nos enche de opções falsas para tomarmos o caminho da felicidade e da
real escravidão. Deixamos aqui o sinal claro que estamos do vosso lado.
Podem não acreditar, mas pelo menos não pedimos 1% do vosso salário.
Estivémos também na rua, como tem sido hábito, junto daqueles que lutam por mudar Portugal e o mundo.