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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"Democracia no vermelho" - sicnoticias - Totalitarismo na Hungria

Infelizmente, é cada vez mais comum as televisões exigirem que se pague pelo acesso a boas peças de jornalismo. 
O documentário “Democracia no Vermelho” é um trabalho que todos deveriam ver para perceber o que se passa na Hungria, um país membro da União Europeia (UE).

Pela primeira vez na história da UE, um Estado-membro é acusado de violar os valores europeus. O Governo húngaro impôs limitações à liberdade de expressão, nomeadamente ao nível dos órgãos de Comunicação Social.
Criminalizou os sem-abrigo, afastou juízes incómodos e enfraqueceu o Tribunal Constitucional. Na sequência de uma extensa investigação, realizada pelo eurodeputado português Rui Tavares, a Comissão Europeia suspendeu todas as negociações com a Hungria até que o governo restitua o Estado de Direito. "Democracia no vermelho" é a Reportagem Especial de hoje.



Por todo o mundo, vários protestos foram marcados para os próximos dias 13, 14 e 15 de Fevereiro. Em Portugal, a concentração junto à embaixada da Hungria - Calçada Santo Amaro 85, Lisboa - está marcada para amanhã, dia 13 de Fevereiro, pelas 16h30. O objectivo passa por manifestar repulsa perante estas medidas do Governo Húngaro, especialmente a lei que criminaliza as pessoas sem abrigo através da criação de zonas interditas em Budapeste

O convite dos promotores é simples:


Estar sem-abrigo não é um crime!

Convidamos os nossos/as amigos/as e para o protesto a nível mundial contra a criminalização da pessoa sem-abrigo na Hungria.

https://www.facebook.com/events/1417178825196069/ 

Aqui podem ver o vídeo que explica quais são as "homeless free zones", ou seja, as áreas intertidas às pessoas sem abrigo, sob pena de prisão...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Uma(s) Pedra(s) no Sapato



Quando sentimos a razão do nosso lado e queremos recusar ordens e leis absurdas há acções que estão ao nosso alcance fáceis de executar, as quais podem ser susceptíveis de se tornar incómodas para o sistema, chama-se isso desobediência, aqui não se sabe o que é mas lá fora pratica-se com resultados... imagine-se que muita gente se auto-organizava no sentido de ir colocar uma pedra em frente à Assembleia da República para assinalar o 14 de Novembro, a noite negra em que as pessoas que estavam na rua foram atacadas pelas chamadas "forças da ordem"... se fôssemos muitos, cada um a colocar lá uma pedra que fosse (sem atirar, só colocar), essas pedras simbólicas em pouco tempo seriam uma pedra no sapato desses cretinos que nos desgovernam, dessas polícias que estão dispostas a tudo para defender esses criminosos instalados no poder. Hoje vou passar por lá e deixar a minha, simbolicamente, para assinalar a data!
Hoje vou passar por lá e deixar a minha, simbolicamente, para assinalar a data!
 



terça-feira, 12 de novembro de 2013

Apelo à Desobediência: Como Proceder - Sem rendimentos, não há pagamentos.

Apelo à Desobediência: Como Proceder

Sem rendimentos, não há pagamentos.


Apoio incondicionalmente esta acção


Exemplo de um Anonymous Português
"Eu vivo na zona de Almada e sempre que quero vir a Lisboa tenho de largar pelo menos 2,40€ (1,20€ + 1,20€) ida e volta nos barcos da TransTejo Cacilhas – Cais do Sodré, posso optar por vir no comboio da Fertagus onde aí o valor mínimo já vai para 3,60€ ( 1,80€ + 1,80€) Pragal – Campolide ou Sete Rios ou Entrecampos ou Roma Areeiro.
Alguém me explique como é que alguém desempregado pode ir a uma entrevista de trabalho em Lisboa que é onde há maior oferta de trabalho? 
Este é apenas um exemplo, eu felizmente tenho trabalho e vou podendo pagar as deslocações que faço nos transportes públicos mas são cada vez mais aqueles que realmente não têm condições para tal."
Por tudo isto reforço o apelo do Nelson amanhã dia 13 de Novembro se puderes aparece às 12h00 aqui https://maps.google.com/maps?q=Bela+Vista,+Lisboa,+Portugal&hl=pt-PT&ll=38.754619,-9.112258&spn=0.005196,0.010568&sll=37.0625,-95.677068&sspn=55.674612,79.013672&oq=bela&t=h&hnear=Bela+Vista&layer=c&cbll=38.755755,-9.113676&panoid=cuJIPYr_IwCsf6g78AGY8g cbp=12,304.92,,0,17.83&z=17

Quando a União Europeia diz:

A integração do espaço europeu passa pelo direito à mobilidade para todos: com efeito, os transportes têm uma dimensão social e de coesão na medida em que eliminam as desigualdades sociais, combatem o isolamento e permitem o acesso à mobilidade das pessoas deficientes. Para que este objetivo de mobilidade para todos seja alcançado, deve ser condicionado por uma política de proteção dos direitos dos passageiros, nomeadamente no transporte aéreo e ferroviário: os passageiros devem beneficiar dos mesmos direitos em toda a União Europeia, sem discriminações, independentemente da sua nacionalidade e da nacionalidade do seu transportador.
http://europa.eu/legislation_summaries/transport/mobility_and_passenger_rights/index_pt.htm

As coisas por cá estão como estão.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Alan Turing - Sabes quem foi?

« Sensivelmente cinquenta anos após o seu suicídio e um século do seu nascimento há quem, no Reino Unido, se tenha lembrado que é chegada a hora de repor justiça para Alan Turing. Para os que desconhecem os pormenores da história conte-se que Turing foi acusado e julgado por “indecência”, um tropo para homossexualidade que, que nos idos de 1952, era comportamento considerado ilegal no seu país natal. Mais que a vergonha social a que foi submetido (continuamos a referir-nos à época dos factos) Turing acabou condenado a castração química por hormonas, o que decerto concorreu para que tenha terminado com a vida em 1954, através da ingestão de cianeto.
Acontece que este homem, que estoicamente suportou tribunal e juiz, tinha um segredo bem guardado: Turing chefiara o Hut 8 que, em Bletchey Park, foi responsável por quebrar a mais resiliente cifra alemã, o Enigma. Usado pela marinha e pelos seus U-Boats, os pequenos submarinos que colocaram o Atlântico Norte a ferro e fogo e definiram a supremacia nazi durante os primeiros anos de guerra, só a sua decifração permitiu inverter a referida superioridade alemã e restabelecer a fundamental ligação entre América e Europa. Sendo verdade que Turing não ganhou a guerra isoladamente – isso seria uma afronta à memória dos tantos que aí deram as suas vidas – são poucos os que não reconhecem que os seus feitos lhe diminuíram a duração em dois ou três anos. Ora dois ou três anos de guerra são muitas vidas; Turing salvou um número incontável de vidas! Foi este homem que se sentou no banco dos réus e foi tratado com um pária pela sociedade que em muito lhe devia a liberdade de ter tribunais. Em silêncio, porque a história de Bletchey Park estava protegida pelo segredo de guerra e só veio a público já nos anos setenta.
 
 Alan Turing foi um dos mais brilhantes matemáticos de sempre e a nossa dívida para com ele ultrapassa largamente o facto de não andarmos todos de braço estendido e a bater os calcanhares. As placas comemorativas que assinalam as casas onde viveu, em Manchester e Londres, chamam-lhe “pai das ciências de computação” e com todo o direito: a ele devemos os primeiros postulados sobre a inteligência artificial e, sobretudo, a descrição teórica do computador digital, em 1936, a que Turing chamou “a-machine” (“automatic machine”) que nos meios académicos ficou conhecida por “Turing machine”. Sabe-se que já no século XIX Babagge havia construído um computador. Porém, entre o computador de válvulas e o computador digital as semelhanças são tão ténues quanto as que encontramos entre uma carroça puxada por cavalos e um automóvel. Sem Turing, não sei quantos anos teria de esperar para poder escrever este texto no teclado.


Apesar do seu mediatismo ou reconhecimento público não estar à altura da sua condição de geek maximus, ainda assim encontramos vestígios seus na cultura popular, sendo o exemplo mais célebre o “teste de Turing” determinado a avaliar se uma inteligência é humana ou maquinal – teste esse que Ridley Scott adaptou em Blade Runner como processo de separação entre pessoas e replicants. Turing é também uma das personagens de Cryptonomicon, o excelente livro de Neal Stephenson que qualquer geek deve ler (de preferência nas férias porque se trata de um cartapácio de mil páginas) mesmo os que só marginalmente se interessem por criptografia.
A cibercultura dos anos noventa trouxe à linha de água vários pensadores que tinham, por razões diversas, sido votados ao esquecimento, nomeadamente Marshall McLuhan e Timothy Leary.
Depois das desculpas oficiais do governo de Gordon Brown (2009), se a Casa dos Lordes agora impugna ou não a sentença de Alan Turing é indiderente para o próprio – como Mark Twain explicou na sua autobiografia, para um morto pouco importa o que os outros pensam dele. Mas não será indiferente para os vivos e os que ainda estão para vir mesmo que hoje no Ocidente o seu crime já não o seja: a história precisa reconhecer Alan Turing como o seu geek maximus.»
 
Crónica intitulada “Em memória de Alan Turing” do Dr. Bakali, em revista Blitz nº 87





Uma vez que esta revista mensal ainda se encontra em circulação no mercado, qualquer oposição a que este artigo esteja aqui publicado, é só comunicar. 
No entanto, achámos o texto tão bem conseguido e o seu conteúdo tão importante como mensagem a divulgar, que decidimos partilhar!