Porque este discurso nunca farta!!!
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Flash Mob silenciosa em defesa do Hospital de Torres Vedras
Março 21st, 2012 in Jornal das Caldas. Edição On-line
A Comissão de Utentes de Saúde Torres Vedras promoveu a realização de uma Flash Mob no passado sábado, cerca das 15h30, junto à entrada principal do Hospital de Torres Vedras.
Esta manifestação silenciosa teve como intuito protestar contra as propostas da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que visam o encerramento de vários Serviços do Centro Hospitalar de Torres Vedras (CHTV), decorrentes da fusão com o Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), nas Caldas da Rainha.
Os cidadãos que compareceram no local juntaram-se lado a lado, em frente ao Hospital, e taparam o rosto com imagens de idosos e bebés durante dois minutos. Simultaneamente foi exibida uma tarja, à frente do grupo, com a frase “Não queremos nascer nem morrer na A8″. Decorridos os primeiros dois minutos, as pessoas deixaram-se cair no chão e assim permaneceram por mais dois minutos, desmobilizando de seguida.
Os transeuntes que por ali passavam pararam surpreendidos com um acontecimento invulgar por estas paragens, aproveitando para manifestar o seu apoio à causa.
De acordo com os membros da Comissão de Utentes, “o possível encerramento da urgência médico-cirúrgica tem funcionado como uma cortina de fumo, desviando as atenções das pessoas relativamente ao encerramento de vários outros Serviços – a maternidade, a urgência pediátrica, a ginecologia, a obstetrícia e ainda o hospital do Barro com a medicina física e de reabilitação, entre outros”. Como referiu uma popular na ocasião, “levam-nos o porco e deixam-nos um chouriço”.
A Comissão manifesta também a sua indignação face aos cortes orçamentais impostos pelo Ministério ao Hospital de Torres Vedras nos últimos dois anos, aos quais se soma novo corte superior a 8% em 2012. “Apesar da gestão equilibrada por parte da administração hospitalar, que logrou reduzir despesas em cerca de 10% no último ano, torna-se impossível diminuir a dívida perante tais políticas. Acaba por ser uma política perversa, pois o Ministério leva à deterioração dos Serviços para depois aparecer novamente dizendo que os mesmos já não são sustentáveis e por isso têm de ser encerrados”, refere.
O CHTV serve uma população próxima dos 170.000 habitantes, distribuídos pelos concelhos de Cadaval, Lourinhã, Torres Vedras e parte do concelho de Mafra.
A Comissão de Utentes de Saúde Torres Vedras promoveu a realização de uma Flash Mob no passado sábado, cerca das 15h30, junto à entrada principal do Hospital de Torres Vedras.
Esta manifestação silenciosa teve como intuito protestar contra as propostas da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que visam o encerramento de vários Serviços do Centro Hospitalar de Torres Vedras (CHTV), decorrentes da fusão com o Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), nas Caldas da Rainha.
Os cidadãos que compareceram no local juntaram-se lado a lado, em frente ao Hospital, e taparam o rosto com imagens de idosos e bebés durante dois minutos. Simultaneamente foi exibida uma tarja, à frente do grupo, com a frase “Não queremos nascer nem morrer na A8″. Decorridos os primeiros dois minutos, as pessoas deixaram-se cair no chão e assim permaneceram por mais dois minutos, desmobilizando de seguida.
Os transeuntes que por ali passavam pararam surpreendidos com um acontecimento invulgar por estas paragens, aproveitando para manifestar o seu apoio à causa.
De acordo com os membros da Comissão de Utentes, “o possível encerramento da urgência médico-cirúrgica tem funcionado como uma cortina de fumo, desviando as atenções das pessoas relativamente ao encerramento de vários outros Serviços – a maternidade, a urgência pediátrica, a ginecologia, a obstetrícia e ainda o hospital do Barro com a medicina física e de reabilitação, entre outros”. Como referiu uma popular na ocasião, “levam-nos o porco e deixam-nos um chouriço”.
A Comissão manifesta também a sua indignação face aos cortes orçamentais impostos pelo Ministério ao Hospital de Torres Vedras nos últimos dois anos, aos quais se soma novo corte superior a 8% em 2012. “Apesar da gestão equilibrada por parte da administração hospitalar, que logrou reduzir despesas em cerca de 10% no último ano, torna-se impossível diminuir a dívida perante tais políticas. Acaba por ser uma política perversa, pois o Ministério leva à deterioração dos Serviços para depois aparecer novamente dizendo que os mesmos já não são sustentáveis e por isso têm de ser encerrados”, refere.
O CHTV serve uma população próxima dos 170.000 habitantes, distribuídos pelos concelhos de Cadaval, Lourinhã, Torres Vedras e parte do concelho de Mafra.
Francisco Gomes
Economista residente no Oeste aponta saídas da crise
Alfredo Sfeir-Younis
Fevereiro 25th, 2009 in Jornal das Caldas. Edição On-line
Onde é que Portugal vai estar em 2015? Foi uma questão focada por Alfredo Sfeir-Younis, um economista ambiental de origem chilena e presidente do Instituto Zambuling para a Transformação Humana, que após quase três décadas de experiência no Banco Mundial, vive há três anos em Portugal, país que escolheu para a evolução do seu processo espiritual.
O orador, que reside na Columbeira (Bombarral), disse ao JORNAL DAS CALDAS que é mais fácil gerir a crise em Portugal, um país de 10 milhões de habitantes, uma população minúscula quando comparada com outros países com uma densidade populacional intensa.
Quanto ao futuro de Portugal, o economista ambiental diz que vê um país que poderá ter dois caminhos: “Um Portugal estável, com muita compaixão pelo seu povo, e outro Portugal pobre, destruído e sem identidade própria tentando sobreviver num sonho que não existe”. Para Alfredo Sfeir-Younis é uma escolha que os portugueses têm de fazer. “Se deixarem que a globalização defina o destino do país, vai estar numa pobreza tremenda sem perspectivas”, alegou.
Segundo o chileno, uma vertente muito positiva para Portugal é que é um país isolado, não necessita de depender da globalização. “Pode aceitar a globalização mas não pode deixar que ela se utilize do país”, disse, acrescentando que “não deveria deixar que ela matasse a agricultura, que já matou”.
Para Portugal ser um país estável, Alfredo Sfeir-Younis considera que a nação deveria ter “só agricultura biológica, de primeiro plano, de tal forma que crie uma marca internacional onde todo o mundo conheça os produtos portugueses”. “Um Portugal de saúde”, defende o economista, “para quando os estrangeiros virem a Portugal comer a um restaurante saberem que tudo é biológico”. Proteger certas indústrias que são cultura do povo, como o linho e os bordados, é outra medida defendida por este responsável, que considera que é uma raiz portuguesa que “se está a perder”.
Alfredo Sfeir-Younis também acha que toda a indústria farmacêutica portuguesa deveria ser de remédios naturais e bióticos. “Que Portugal seja o produtor máximo do mundo de produtos de medicina natural, Portugal deveria ser o país de zero contaminação”, sublinhou. Mas para conseguir ser um país de saúde, o economista defende “um Portugal que se defina em torno da sua investigação, pesquisas científicas, universidades e cadeiras de agronomia”.
Alfredo Sfeir-Younis chegou há três anos e meio à Região Oeste. Encontrou nesta nação um lar. “É o meu momento de silêncio e tranquilidade, porque o meu trabalho continua a ser fora de Portugal”, salientou.
O economista ambiental continua a dar conferências em várias partes do mundo. No passado fim de semana esteve em Bélgica, onde foi o orador de uma palestra sobre o mundo como um elemento colectivo. Despertar a consciência colectiva é a mensagem que Alfredo Sfeir-Younis quis transmitir. “A nossa realidade é produto de uma consciência colectiva e a economia espiritual assenta em valores que são comuns a todos nós, como a paz, a tolerância, a solidariedade, justiça e igualdade”, apontou.
No final deste mês, vai aos EUA, à cidade de Michigan, dar uma palestra sobre os Direitos dos Animais. “Não é uma coisa nova porque o ano passado o Equador aprovou uma reforma constitucional em que a natureza tem direito”, revelou.
Adivinhou esta crise mundial e tem sido procurado para dar a sua opinião sobre a conjuntura económica. “Não é preciso ter uma bola de cristal para ter previsto esta crise. O sistema da Globalização não tem regulação”, sustentou. Adiantou ainda que a “crise mundial que vive o meio ambiente é o espelho da crise espiritual interior e enquanto as pessoas não mudarem o seu comportamento interior nada vai mudar”.
Alfredo Sfeir-Younis disse também que o “interno está ligado ao externo” e não pode haver uma revolução material sem haver uma grande revolução espiritual e que o mundo moderno está a divulgar um modelo de Economia Social em que tudo segue o caminho material à espera de economias muito ricas, mas que são espiritualmente muito pobres e este é um modelo de fracasso pois não há possibilidade de haver uma transformação material sem que haja uma revolução espiritual.
Para que Portugal saia da crise, o economista disse que a Alemanha tem de primeiro melhorar a sua economia, porque uma grande proporção das exportações portuguesas depende do país alemão.
Alfredo Sfeir-Younis defendeu que é muito importante investir nos fundos da União Europeia em actividades de alta produtividade económica e social, com uma atenção especial para o lado humanitário. Ao contrário, haverá muita pobreza em Portugal. Sustentou que evitar a pobreza se resolve com gestão colectiva do capital, da fortuna.
O orador, que reside na Columbeira (Bombarral), disse ao JORNAL DAS CALDAS que é mais fácil gerir a crise em Portugal, um país de 10 milhões de habitantes, uma população minúscula quando comparada com outros países com uma densidade populacional intensa.
Quanto ao futuro de Portugal, o economista ambiental diz que vê um país que poderá ter dois caminhos: “Um Portugal estável, com muita compaixão pelo seu povo, e outro Portugal pobre, destruído e sem identidade própria tentando sobreviver num sonho que não existe”. Para Alfredo Sfeir-Younis é uma escolha que os portugueses têm de fazer. “Se deixarem que a globalização defina o destino do país, vai estar numa pobreza tremenda sem perspectivas”, alegou.
Segundo o chileno, uma vertente muito positiva para Portugal é que é um país isolado, não necessita de depender da globalização. “Pode aceitar a globalização mas não pode deixar que ela se utilize do país”, disse, acrescentando que “não deveria deixar que ela matasse a agricultura, que já matou”.
Para Portugal ser um país estável, Alfredo Sfeir-Younis considera que a nação deveria ter “só agricultura biológica, de primeiro plano, de tal forma que crie uma marca internacional onde todo o mundo conheça os produtos portugueses”. “Um Portugal de saúde”, defende o economista, “para quando os estrangeiros virem a Portugal comer a um restaurante saberem que tudo é biológico”. Proteger certas indústrias que são cultura do povo, como o linho e os bordados, é outra medida defendida por este responsável, que considera que é uma raiz portuguesa que “se está a perder”.
Alfredo Sfeir-Younis também acha que toda a indústria farmacêutica portuguesa deveria ser de remédios naturais e bióticos. “Que Portugal seja o produtor máximo do mundo de produtos de medicina natural, Portugal deveria ser o país de zero contaminação”, sublinhou. Mas para conseguir ser um país de saúde, o economista defende “um Portugal que se defina em torno da sua investigação, pesquisas científicas, universidades e cadeiras de agronomia”.
Alfredo Sfeir-Younis chegou há três anos e meio à Região Oeste. Encontrou nesta nação um lar. “É o meu momento de silêncio e tranquilidade, porque o meu trabalho continua a ser fora de Portugal”, salientou.
O economista ambiental continua a dar conferências em várias partes do mundo. No passado fim de semana esteve em Bélgica, onde foi o orador de uma palestra sobre o mundo como um elemento colectivo. Despertar a consciência colectiva é a mensagem que Alfredo Sfeir-Younis quis transmitir. “A nossa realidade é produto de uma consciência colectiva e a economia espiritual assenta em valores que são comuns a todos nós, como a paz, a tolerância, a solidariedade, justiça e igualdade”, apontou.
No final deste mês, vai aos EUA, à cidade de Michigan, dar uma palestra sobre os Direitos dos Animais. “Não é uma coisa nova porque o ano passado o Equador aprovou uma reforma constitucional em que a natureza tem direito”, revelou.
Adivinhou esta crise mundial e tem sido procurado para dar a sua opinião sobre a conjuntura económica. “Não é preciso ter uma bola de cristal para ter previsto esta crise. O sistema da Globalização não tem regulação”, sustentou. Adiantou ainda que a “crise mundial que vive o meio ambiente é o espelho da crise espiritual interior e enquanto as pessoas não mudarem o seu comportamento interior nada vai mudar”.
Alfredo Sfeir-Younis disse também que o “interno está ligado ao externo” e não pode haver uma revolução material sem haver uma grande revolução espiritual e que o mundo moderno está a divulgar um modelo de Economia Social em que tudo segue o caminho material à espera de economias muito ricas, mas que são espiritualmente muito pobres e este é um modelo de fracasso pois não há possibilidade de haver uma transformação material sem que haja uma revolução espiritual.
Para que Portugal saia da crise, o economista disse que a Alemanha tem de primeiro melhorar a sua economia, porque uma grande proporção das exportações portuguesas depende do país alemão.
Alfredo Sfeir-Younis defendeu que é muito importante investir nos fundos da União Europeia em actividades de alta produtividade económica e social, com uma atenção especial para o lado humanitário. Ao contrário, haverá muita pobreza em Portugal. Sustentou que evitar a pobreza se resolve com gestão colectiva do capital, da fortuna.
Marlene Sousa
http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2009/02/25/alfredo-sfeir-younis/
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