quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Redes Locais de Trocas em alternativa ao sistema monetário actual

A riqueza de algumas centenas de pessoas é igual à que é partilhada pelos restantes 6 biliões de indivíduos que vivem no nosso planeta.
Um sistema monetário arcaico e corrompido continua a dominar, cometendo atrocidades contra a humanidade, e se os nossos potentes telescópios permitem-nos explorar o universo, não nos ajudam, por outro lado, a ver o que se passa aqui.

Andamos a formar economistas que nos dizem que é necessário haver crescimento económico para sair do túnel. Formamos políticos que se contentam em fazer-nos acreditar que eles acreditam nisso. E que dizer dos consumidores que nós somos, que inconscientemente alimentamos e fazemos esta máquina louca girar?

E enquanto a máquina gira, o mundo afunda-se na exclusão e na miséria e parece não haver solução à vista. Mas sim, há. Basta estarem atentos aos movimentos reaccionários alternativos à economia e sistema tradicionais, que pouco a pouco vão formando um novo caminho a percorrer através do mundo.

Nós vemos já o nascer de uma nova sociedade, onde a única exclusão é a do enriquecimento monetário, para ao invés nos dirigirmos a um enriquecimento dos recursos e valores pessoais de cada um.

O encontro com o outro numa partilha e troca de necessidades, capacidades e saberes vale todo o ouro do mundo!

As redes locais de trocas são uma fonte de desenvolvimento de valores individuais que formarão uma nova sociedade, mais respeitadora, mais justa, e onde cada um encontrará o seu lugar.




Uma outra concepção da economia:

- Mais equitativa:
No sistema capitalista, as pessoas, cada vez mais numerosas, têm falta de dinheiro para comprar o que elas precisam; mas elas dispõem de tempo, de competências ou de produtos que não podem inserir no mercado. Dentro de uma rede local de trocas, no entanto, terão a possibilidade de trocar estes saberes e produtos com outras pessoas, sem nunca utilizar dinheiro.

- Mais enriquecedora:
Numa rede local de trocas, as várias competências não profissionais, que todos nós temos, podem ser colocadas ao serviço dos outros, valorizando assim capacidades pessoais que de outra forma nunca seriam exploradas.
Desta forma, também a nossa criatividade ganha asas, ao pararmos para pensar no que é que poderíamos oferecer para o benefício de uma comunidade.
Na ordem social existente, para obterem o que necessitam, os indivíduos têm de se sujeitar as suas capacidades à ditadura do dinheiro, capacidades estas que foram adquiridas dentro de um sistema de hierarquias. Assim sendo, aqueles que se encontram excluídos deste sistema pelo desemprego, vêem-se postos de parte e mesmo desvalorizados. Dentro da rede de trocas, eles poderão não apenas encontrar os recursos de que precisam, mas também encontrar a satisfação de oferecer à troca os seus conhecimentos ou o seu tempo, também necessários a alguém mais da rede.

- Mais convivial:
Na sociedade dos nossos dias, muitos são os que se sentem sozinhos, sem contactos sociais. Dentro de uma rede de trocas, as trocas, baseadas na confiança e na reciprocidade, favorizam as ligações entre os aderentes. O convívio instala-se rapidamente nas actividades organizadas pela associação organizadora da rede, onde todos os indivíduos têm o mesmo estatuto e todas as competências são reconhecidas e valorizadas.

- Mais sustentável:
Nesta sociedade de consumo de objectos descartáveis, fabricados no outro lado do mundo por pessoas condenadas à exploração laboral, as trocas de uma rede local permitem praticar um consumo mais local, menos abundante, e o reaproveitamento de produtos (troca de bens que para uns deixam de ser úteis, mas que para outros fazem falta).



Pertencer a uma rede local de trocas é desenvolver colectivamente e solidariamente as capacidades de cada um. Para além da dimensão pedagógica da tomada de consciência do valor de um saber ao serviço de todos, as redes locais de trocas são também uma alternativa real, entre outros, ao sistema económico dominante.

Um dia é bem provável que haja de tal forma uma crise financeira que todo o sistema financeiro cairá a nível mundial. O sistema de trocas locais são uma das respostas a este tipo de problema; continuem a fazê-lo funcionar e incluam-no na vossa vida quotidiana.




Se conheces alguma rede de trocas em Portugal e queres divulgá-la aqui, 


4 comentários:

  1. Entidades que levaram a remoção dos arquivos wareztuga:
    FEVIP
    http://www.fevip.org/pt/

    GEDIPE
    http://www.gedipe.org/

    MAPiNET
    http://www.mapinet.org/

    ESTES SÃO OS SITES ABATER!

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  2. Vou fazer os comments como anónimo. Algo que não é normal, mas dado o modo quase PIDE em que o país está a funcionar desde o Gasparzinho, torna-se tão importante como usar uma VPN e uma rede wifi hackada ao vizinho do café onde estarei nos proximos 20mnts ;)

    1º Sistemas monetários: Esqueçam as moedas. A moeda vive enquanto não for posta em causa a solidez financeira do país que a emite. Dantes um país so poderia emitir moeda com riqueza em ouro equivalente nos seus cofres (as chamadas reservas de ouro). Mas quando o ouro passou a ser tirado da reserva para pagamentos internacionais de serviços e bens (vamos chamar a isto serviços e bens senão temos uma biblia para escrever), e a moeda continuou a circular, esse principio deixou de acontecer.
    Actualmente, com engenheiros financeiros, economistas e politicos, todos na cama uns com os outros, criou-se a riqueza especulativa que é, no fundo, agarrar em algo construido por alguem com esforço e espatifar isso tudo na bolsa com especulações do eventual crescimento e do eventual valor dessa empresa se quem la está continuar a conseguir "tirar coelhos da cartola" como fez até aqui. O grave é que, isto passou a ser indicador económico e como é evidente a contribuir para a representação do valor da moeda.
    No fundo, se querem um dia ter algo, arranjem forma de não pagar impostos, e utilizem o dinheiro que iria para os impostos para investirem em ouro ou um outro metal que continue a ter utilização industrial principalmente a npivel electronico, pois assim garantem valorização.

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  3. 2º Comunidades: tenho tentado fazer isso com algumas empresas a fim de não pagar impostos. A coisa até funciona, mas é limitada. Não põe "pão na mesa nem paga o carro"...mas sim, o portatil que tenho não pagou iva, a ulmita viagem que fiz não pagou iva, etc etc etc

    3º Hack the Economic system: Hacking não tem que ser necessáriamente hacking a sistemas informaticos. Nos ultimos anos eu concentrei-me em hackar o sistema financeiro imposto pelo estado. Fi-lo porque, da mesma forma que os estados unidos pediram independência a inglaterra, NÃO ACEITO NEM CONTRIBUO PARA TAXAÇÃO SEM REPRESENTAÇÃO. Quer isto dizer que se me cobram X para um determinado fim, eu QUERO VER esse determinado fim. Não admito andar a pagar impostos e ter que pagar casa ao banco, para depois ver o dinheiro dos impostos ser dado a ciganos que ficam com casa a borla dentro de lisboa, rendimento minimo aqui e em espanha (com 2 B.I. mulher portuguesa e marido espanhol) e ainda vendem na feira sem iva, enquanto os filhos deles andam por ai a assaltar os desgraçados que andam a estudar para um dia os sustentarem.
    Desta forma estudei bem, e apliquei com bastante sucesso o hacking. Actualmente vou ter 2 a 3 empresas a pagarem pelos meus serviços como outsourcing, mas nenhum do dinheiro pago irá ser alvo de impostos, MAIS, o estado será obrigado a devolver o IVA que entretanto me tinha andado a roubar. Finalmente a vingança!

    Tenho consciencia que não ajudo o pais a sair do buraco com esta atitude, mas por fontes internas do PSD e PS, sei bem que nenhum governo irá tentar tirar o pais do buraco...eles so pretendem ganhar pessoalmente com a posição que "lhes damos" durante 4 anitos. Assim, pelo menos saio eu do buraco em que estou... e depois de voltar acima da "linha de agua", so voltarei a votar se existir o "partido pirata" como na holanda e dinamarca, e só voltarei a contribuir quando voltar a ver a representação da taxação que é feita.

    O que posso recomendar é que estudem bem o sistema, a nível internacional e aprendam a contornar a regras impostas pelos nossos "politicos" utilizando os mesmos esquemas que eles utilizam para retirar o dinheiro deles do pais.
    Se 20 ou 30% da população se "libertasse" da opressão das taxas, a quebra de entrada nos cofres do estado seria de tal forma preocupante, que os obrigaria a acabar com os roubos e palhaçadas que caracterizam este país desde ha pelo menos 6 governos.

    Como disse repetidamente, até suportava 30% de iva para tirar o pais do buraco, se os politicos fossem reduzidos para menos de metade, acabacem casas e rendimentos minimos a borla seja la para quem for, retirassem a imunidade parlamentar de vez da constituição e passassem a andar de transportes em vez de andarem de BMW.
    Como isso não aconteceu... eu resolvi por o cerebro a funcionar (não no sentido de ajudar, mas no sentido oposto).. e no que toca a hackar um sistema corrupto, o meu cerebro é mesmo muito focado.

    Abram os olhos, retirem o dinheiro do banco (comprem ouro) tentem eventualmente alugar cofre e mesmo assim...o melhor é ter cofre em casa...(pode ser assim por baixo da piscina como o menino do BPN tinha... tou a brincar).
    A manter dinheiro no banco, recomendo que coloquem uma parte em Dollar e nos states, outra parte em euro na europa (preferivel na suiça, mas ai não abrem conta por menos de 20k) e eventualmente, quem tiver ligaçoes na ásia, macau não é mau de todo para por uma parte "da reforma".

    cordiais cumprimentos anonimos

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